
África... Deixada ao abandono por muito tempo, começa agora a despertar o interesse das grandes potências mundiais, em parte devido à febre do ouro negro, descoberto em alguns países. Com cerca de 900 milhões de pessoas, África é o segundo continente mais populoso do mundo. É também o mais pobre, e onde as desigualdades sociais estão mais vincadas. Muito poucos com tanto e tantos com tão pouco. As guerras, que por lá ceifam centenas de vidas todos os dias, passam-nos um tanto ou quanto ao lado, a nós que estamos na ala "vip" do planeta. Os senhores da guerra lutam entre si para alcançarem o poder político de muitos países Africanos. Uma vez chegados ao poder, assumem o controlo das riquezas naturais existentes nas áreas do seu domínio. São como predadores a atacar as suas presas, matam quem se lhes opõe na corrida ao poder, pois querem-no a todo o custo. Assemelham-se aos próprios animais da savana ao matar com o fim de expandir o seu territorio de domínio.
As guerras de África têm vindo a conduzir os seus povos a tragédias humanitárias e a situações de verdadeira calamidade.
A primeira imagem que me vem à cabeça quando me falam em desastres humanitários em África são grupos de crianças com grandes barrigas, não devido ao excesso de comida, mas sim a um extremo défice nutritivo, tendo como pano de fundo paisagens áridas, a transbordar de pó. Terras secas, impossíveis de cultivar. Falta de água potável, necessária para hidratar os corpos. É o que existe, e que não existe ao mesmo tempo, em grande parte da superfície Africana. Desertos de um lado, guerra do outro, para onde ir? O dilema de muitos seres humanos todos os dias. Vagueiam pela Terra na qual nasceram, a qual aprenderam a chamar de casa, tentanto sobreviver até á sua última gota de sangue. A vida nem sempre é justa, mas para uns é mais do que para outros. A estas Pessoas, que nunca lerão este blog, deixo o meu sinal de respeito, a estas Pessoas desprezadas por toda a gente, o meu sinal de apreço, a estas Pessoas que lutam pela vida, vagueando pela Terra a minha convicção de que um dia as coisas irão mudar. Todos os dias ouço relatos de pessoas que deixaram de acreditar na vida, a essas pessoas eu aponto os Refugiados de guerra, como pessoas que não tendo nada, acreditam que um dia virão a ter mais motivos para sorrir. A essas pessoas descrentes na vida eu aponto as Crianças violentadas por soldados, e que no entanto não deixam de querer viver. A essas pessoas eu aconselho a sorrir, a olhar para a frente, a seguir com a vida, quem sabe um dia não virão a ter mais motivos para sorrir.






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